DESCANSO PARA LOUCURA

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quarta-feira, 5 de março de 2014

Museu de Marinha - Lisboa/Portugal


“Foi o Rei D. Luís, o único monarca português que comandou navios, quem começou a escrever a história do Museu de Marinha. A 22 de Jul. de 1863, decreta a constituição de uma coleção de testemunhos relacionados com a atividade marítima portuguesa. O museu nasceu da vontade manifestada por este monarca, de enorme sensibilidade artística e cultural, em conservar um passado histórico, tão presente, ainda, na memória coletiva nacional”. 
“Mas o Museu também reflete o louvável esforço de preservação, que se observou durante os séculos XVI e XVII. Foi o caso da Rainha D. Maria II, que em muito contribuiu para a constituição do núcleo de peças inicial deste museu, ao oferecer à Real Academia dos Guardas-Marinha - predecessora da Escola Naval - os modelos de navios existentes no Palácio da Ajuda”. 
“Inúmeras diligências são efetuadas, desde a concentração e conservação da coleção junto da Biblioteca de Marinha, até à tentativa de criação e instalação de um Museu Nacional de Marinha, entregue à direção da Liga Naval Portuguesa/1909 (...)”.
“O Museu Naval Português assume-se como projeto museológico decorrente da antiga coleção, começada a reunir desde o século XVIII, tomando forma a partir de 1934, albergado provisoriamente na Escola Naval, torna-se uma componente ativa de formação. É, também, neste mesmo ano que se cria uma comissão instaladora para conceber o anteprojeto e o programa de obras do edifício anexo ao Mosteiro dos Jerónimos (...)".

"Foi, pois, a 15 de Agosto de 1962 que o Museu de Marinha abriu oficialmente as suas portas, nas alas norte e poente do Mosteiro dos Jerónimos, junto do qual se construiu, mais tarde, um amplo pavilhão para exposição das galeotas e um complexo destinado à direção e serviços”.  
“Rodeado de enorme solenidade, este momento foi o culminar da concretização de um antigo sonho. No dia da sua inauguração foi publicado no Diário de Notícias, com direito a destaque de primeira página, o seguinte: ‘Com a presença do chefe de Estado e em cerimônia de envergadura, sobejamente justificada pela importância e pelo significado português de tudo quanto está relacionado com os oceanos, é hoje inaugurado o Museu de Marinha[1]”.
 




[1]   Encontrado em: http://museu.marinha.pt/Museu/Site/PT/SobreMuseu/Historial/.
       Página oficial: http://museu.marinha.pt/museu/site/pt Acesso em: agosto de 2012.

sábado, 1 de março de 2014

Poesia - Rapidinha sutil, no Carnaval


Disponível em: www.atibaiaeregiao.com.br735 × 409Pesquisa por imagem Acesso em jan. 2015.

Na madrugada...
Espera-se o momento oportuno, 'exato',
Como se tudo fosse nada
E se sobressaísse o instinto nato!


As horas parecem passar mais rápido,
Já que as emoções são intensas...
O carnaval não é ingrato,
Proporciona satisfações imensas!


As prévias ocorrem em vários pontos da cidade,
Como quem procura o ninho perfeito...
E mesmo sem ter lealdade
Vai rolar, não tem mais jeito!


O vai e vem incomoda,
Tira a 'paz', ausenta a 'tara' de ambos...
Faz-se necessário uma poda,
Nos instintos insanos...


Eis que um teto é viável,
É prudente, é tranquilo...
E mesmo que a atitude não seja amável,
Ambos só pensam 'naquilo'!


A inexperiência é uma inimiga,
Mas que não vence jamais,
Já que se tem como aliada, amiga:
A vontade, a paixão e a selvageria tenaz!


As mãos passeiam mais que ave em liberdade,
Encontram formas, cheiros, gostos e verbos...
Complementam outros sentidos, que na verdade,
São insinuantes e indispensáveis para outros ternos.


Mas as descobertas são poucas, esguias,
Todavia trata-se de uma superação varonil!
Nem tanto, para quem, na teoria, já as conhecia,
E precisava, ao menos, de uma 'rapidinha' sutil.
JaloNunes.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Dama da Noite (Epiphyllum oxypetalum)

Nomes populares: Rainha-da-noite, dama-da-noite, pitaia-vermelha, pitaia, pitaia-vermelha-de-polpa-branca, cato-barse, cardo-ananaz, flor-da-lua.
“A dama-da-noite (ou Epiphyllum oxypetalum) é uma planta arbustiva, de textura semi-lenhosa e muito popular devido ao aroma inebriante de suas flores. Ela apresenta caule ereto e ramificado, com ramos sinuosos, a princípio eretos, mas tornam-se pendentes nas pontas. Seu porte é médio, geralmente 1,5 m, mas pode atingir até 4 m de altura. Suas folhas são simples, perenes, ovais a lanceoladas, brilhantes, coriáceas e sustentadas por longos pecíolos. As abundantes inflorescências surgem na primavera e verão, carregando numerosas flores tubulares, que exalam um intenso perfume, principalmente à noite (...)”.
“A dama-da-noite é uma planta vigorosa e de rápido crescimento, ela é utilizada geralmente isolada, mas fica bem em pequenos grupos. É uma peça indispensável em jardins aromáticos e borboletários. Pode ser conduzida como arvoreta e trepadeira também, através de podas e tutoramento, perfumando assim calçadas, pátios e cobrindo caramanchões, arcos, treliças, entre outros suportes. Para atenuar-lhe o forte perfume, deve ser plantada à meia-sombra, desta forma sua floração será menos intensa”. 
“(...) suas flores atraem diversas espécies de abelhas, beija-flores e borboletas. Deve ser cultivada sob sol pleno ou meia-sombra, em solo fértil, drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente. Não tolera salinidade, geadas fortes ou frio intenso. Também pode ser plantada em vasos, com adubações e regas mais frequentes. As podas devem ser efetuadas após a floração. Multiplica-se por sementes e estaquia dos ramos[1]”.
“A dificuldade em encontrá-la disponível no mercado a torna um pouco cara. Alguns especialistas chegam a comercializá-la por mais de R$ 1.000,00[2]”!
O que observamos é que, a planta emite vários pequenos botões, a princípio, eles vão morrendo (aos poucos) e restam apenas os mais fortes. Neste caso, da minha planta, iniciou a florada com 6 botões e apenas 2 seguiram até o ápice da floração. Foram se desenvolvendo rápido e abriram-se em belas flores, alvas e perfumadas, durante apenas uma noite; na manhã seguinte estavam inertes e lânguidas sobre o solo, mesmo ainda presas na estrutura da planta.
Há na internet (Youtube) um vídeo muito interessante, que mostra o momento em que as flores se abrem, durante a noite.
Os botões se desenvolvem como verdadeiros animais mitológicos: lindos e misteriosos!
 
No final da tarde, pronto para se abrir quando cair a noite.
 
 
 
É uma riqueza de detalhes; vê-se que se desprende uma estrutura que lembra outra flor!
 
 
 
 
 
 
 

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Festa de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro - 2014

Todos os anos o Povoado de Serra da Mandioca, distante cerca de 12km da cidade de Palmeira dos Índios/AL, Nordeste do Brasil, realiza uma Festa religiosa e cultural, em honra às graças alcançadas, por meio da intercessão de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Em meados de fevereiro a comunidade se prepara instrumental e espiritualmente para tal realização. Os 9 dias anteriores à culminância da Festa são regados com novenas diárias (no início de cada noite) e missas, na Igreja do Povoado. A abertura, por sua vez, trás a Imagem da Santa, do Povoado vizinho: Serra de São José, em procissão, com fiéis (nos veículos) entoando cânticos dedicados e ladainhas específicas.
O encerramento ocorre devidamente no sábado: com missa, leilão e parque de diversões, bem como atração musical. Mas antes, durante a tarde, a Imagem da Santa percorre as casas (no entorno) em busca de donativos (prêmios) que serão leiloados logo que se encerrar a missa, a noite.
No domingo, último dia de Festa, há uma procissão pelas principais estradas do Povoado, culminando com uma missa final (ainda pela manhã) e durante a tarde, uma cavalgada!
As pessoas recebem a Imagem com todo carinho e devoção!
"Nesta procissão" em busca de donativos em prol da Santa, a imagem é abrigada do sol, com sombrinha.

Estátua recente de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, na Igreja de mesmo nome, Povoado Serra da Mandioca.
 

 
 
 
 
Os moradores colocam as Imagens que possuem no lado de fora de suas casas!
Aos poucos a Procissão de encorpa e ganha mais e mais fiéis.
 
 
 
Neste houve um capricho a mais: tapete com flores de ipê amarelo.

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Cuiabá - Capital de Mato Grosso/ Brasil

Cuiabá é a capital e maior cidade de Mato Grosso. O município está situado na margem esquerda do rio de mesmo nome e forma uma conurbação com o município vizinho, Várzea Grande. Segundo estimativas de 2013 do IBGE, a população de Cuiabá é de 569.830 hab.; já sua região metropolitana possui 863.509 habitantes e o colar metropolitano quase 1 milhão; sua mesorregião possui 1.100.512 habitantes, o que faz de Cuiabá uma pequena metrópole no centro da América do Sul. A cidade é umas das 12 sedes da Copa do mundo FIFA de 2014, representando o Pantanal (a cidade se situa a cerca de 100 km da região pantaneira)[1]”.


[1] Disponível: http://pt.wikipedia.org/wiki/Cuiab%C3%A1 Acesso em jan. de 2014.
  
"Os primeiros indícios de bandeirantes paulistas na região onde hoje fica a cidade se situam entre 1673 e 1682, quando da passagem de Manoel de Campos Bicudo pela região. Ele fundou o primeiro povoado da região, onde o rio Coxipó deságua no Cuiabá, batizado de São Gonçalo". 
"Em 1718, chegou ao local, já abandonado, a bandeira do sorocabano Pascoal Moreira Cabral. Em busca de indígenas, Moreira Cabral subiu pelo Coxipó, onde travou uma batalha, perdida, com os índios coxiponés. Com o ocorrido, voltaram e, no caminho, encontraram ouro, deixando, então, a captura de índios para se dedicar ao garimpo".
"Em 1719, Pascoal Moreira foi eleito, em uma eleição direta em plena selva, comandante da região de Cuiabá".
"Em 8 de abril de 1719, Pascoal assinou a ata da fundação de Cuiabá no local conhecido como Forquilha, às margens do Coxipó, de forma a garantir os direitos pela descoberta à Capitania de São Paulo. A notícia da descoberta se espalhou e a imigração para a região tornou-se intensa.
Em outubro de 1722, índios escravos de Miguel Sutil, também bandeirante sorocabano, descobriram às margens do córrego da Prainha grande quantidade de ouro, maior que a encontrada anteriormente na Forquilha. O afluxo de pessoas tornou-se grande e até a população da Forquilha se mudou para perto desse novo achado. Em 1723, já estava erguida a igreja matriz dedicada ao Senhor Bom Jesus de Cuiabá, onde hoje é a basílica".
"Já em 1726, chegou o capitão-general governador da Capitania de São Paulo, Rodrigo César de Menezes, como representante do Reino de Portugal. No 1º de janeiro de 1727, Cuiabá foi elevada à categoria de vila, com o nome de Vila Real do Senhor Bom Jesus de Cuiabá".
"(...) Cuiabá foi elevada à condição de cidade em 17 de setembro de 1818, tornando-se a capital da então província de Mato Grosso em 28 de agosto de 1835 (antes a capital era Vila Bela da Santíssima Trindade). Mas, mesmo a mudança da capital para o município não foi suficiente para impulsionar o desenvolvimento". 
"Com a Guerra do Paraguai, Mato Grosso foi invadido. Várias cidades foram atacadas, mas as batalhas não chegaram à capital. A maior baixa se deu com uma epidemia de varíola trazida pelos soldados que retomaram dos paraguaios o município de Corumbá. Metade dos cerca de 12 mil habitantes morreu infectada".
"Somente após a Guerra do Paraguai e o retorno da navegação pelas bacias dos rios Paraguai, Cuiabá e Paraná é que o município se desenvolveu economicamente. A economia esteve, nesse período, baseada na produção da cana-de-açúcar e no extrativismo. Esse momento produtivo não duraria muito e o município voltou a ficar estagnado, desta vez até 1930. A partir desta época, o isolamento foi quebrado com as ligações rodoviárias com Goiás e São Paulo e a aviação comercial. A explosão no crescimento deu-se depois da década de 1950, com a transferência da Capital Federal e o programa de povoamento do interior do país".
"Nas décadas de 1970 e 1980, o município cresceu muito, mas os serviços e a infraestrutura não se expandiram com a mesma rapidez. O agronegócio expandiu-se pelo estado e o município começou a modernizar-se e a industrializar-se. Depois de 1990, a taxa de crescimento populacional diminuiu e o turismo começou a ser visto como fonte de rendimentos".
"(...) existem diferentes explicações para a origem do nome da cidade de Cuiabá. A mais comum vem do índio e sua cuia no rio Cuiabá, até a mais complexa da antropologia com o termo Ikuipa".
"a) O termo rio Cuiabá tem origem por acharem em margens cabaças produzidas pelos indígenas (gentio) que as transformavam em cuias para uso doméstico";
"b) Outra origem vem do nome de uma tribo, que não deixou vestígio, mas foi relatada pelos bandeirantes paulistas Manoel de Campos Bicudo, e seu filho Antônio Borralho de Almada, João Leme e seu irmão Lourenço Leme, Gabriel Antunes e seus irmãos Antônio Antunes Maciel e Filippe Antunes Maciel, e Pascoal Moreira Cabral (luso-brasileiros). Pelos portugueses Francisco Xavier, João de Farias Taveira e seu filho João de Farias".
"O livro Cidades de Mato Grosso, origem e significado de seus nomes, traz outra designação (...)":
"a) Rio Cuiabá (trecho com rio São Lourenço): Tarigára – Água do espírito que grita";
"b) Cuiabá: Ikuiapá (ikuia = flecha, pá = lugar) – Lugar onde se pesca com flecha e arpão";
"c) Córrego da Prainha: Ikuiebo- Água das estrelas";
"d) Rio Coxipó: Kujibó – rio dos mutuns[1]".
Prédio do Tesouro do Estado do Mato Grosso.
  
Próximo ao Shopping  Três Américas, Cuiabá.
    
 
 
Igreja de São Gonçalo, Cuiabá. 
SESC Arsenal, em Cuiabá/MT.
Linda a Igreja Nossa Senhora Auxiliadora, Cuiabá.

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