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segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Fichamento: Capitalismo Monopolista e Serviço Social, Cap. 1: As condições histórico-sociais da emergência do serviço social, de José Paulo Netto

NETTO, José Paulo. Capitalismo Monopolista e Serviço Social. – São Paulo: Cortez, 1992.
Imagem copiada de: http://www.cortezeditora.com.br/capitalismo-monopolista-e-servico-social-55.aspx/p

Capítulo 1: As condições histórico-sociais da emergência do serviço social.

A profissão do Serviço Social: historicamente vinculada a “questão social”

Ø “As questões genéticas do Serviço Social profissional não se entretecem[1] com a “questão social”, mas com suas particularidades no âmbito da sociedade burguesa, fundada na organização do monopólio”. (p. 14)

Ø Não havendo esta consideração perde-se sua particularidade histórico-social, assim como obscurece sua funcionalidade no espectro[2] da divisão social do trabalho, na sociedade burguesa.

Ø    No último quartel do século XIX, o capitalismo concorrencial é sucedido pelo capitalismo dos monopólios.

Ø   Esta passagem denomina-se de estágio imperialista.

Ø  “O monopólio faz aumentar a taxa de afluência dos trabalhadores ao exercício industrial de reserva”. (p. 17)

Ø    Monopólio=gera supercapitalização e parasitismo (instaurado na vida social).

Ø  O concorrencial favorece uma luta de “vida ou morte” entre grupos monopolistas (livre-concorrência).

Ø  No capitalismo monopolista as funções do Estado imbricam-se organicamente com as suas funções econômicas.

Ø “O Estado opera para propiciar o conjunto de condições necessárias à acumulação e à valorização do capital monopolista”. (p. 22)

Ø    O sistema de poder opera em favor dos monopolistas.

Ø  “É só a partir da concretização da possibilidade econômica, social e política segregada na ordem monopólica que a “questão social” se põe como alvo de políticas sociais”. (p. 25)

Ø    O Estado burguês considera política social aquela que preserva o controle da forças de trabalho.

Ø Quanto à questão social, o Estado apenas a fragmenta e a parcializa.

Ø   O Serviço Social surge no Capitalismo Monopolista.

Ø   “A constituição da profissão seria a resultante de um processo cumulativo, cujo ponto de arranque estaria na ‘organização’ da filantropia, (...) a partir do uso de parâmetros teórico-científicos e o afinamento instrumental operativo de natureza técnica”. (p. 66)

Ø    “Na verdade ocorreu a criação de espaço sócio-ocupacional onde o agente técnico se movimenta, mais exatamente, o estabelecimento das condições histórico-sociais que demandam este agente, configuradas na emersão do mercado de trabalho”. (p. 66)

Ø É indiscutível a relação de continuidade que efetivamente existe entre o serviço Social e a filantropia que era desenvolvida da emergência da sociedade burguesa.

Ø Outro fator importante na profissionalização foi o universo ídeo-político e teórico-cultural.

Ø   No marco da reflexão sobre a sociedade notamos, claramente, que a profissão não surgiu do nada.

Ø “A relação de continuidade não é única nem exclusiva – ela coexiste com uma relação de ruptura que, esta sim, se instaura como decisiva na constituição do serviço social enquanto profissão”. (p. 67)

Ø “O caminho da profissionalização do serviço social é, na verdade, o processo pelo qual seus agentes (...) se inserem em atividades interventivas cuja dinâmica, organização, recursos e objetivos são determinados para além do seu controle”. (p. 68)

Ø    “O agente passa a inscrever-se numa relação de assalariamento e a significação social de seu fazer passa a ter um sentido novo na malha da reprodução das relações sociais”. (p. 69)

Ø “Não é a continuidade evolutiva das protoformas do serviço social que esclarece a sua profissionalização, e sim a ruptura com elas, caracterizada com o deslocamento aludido, pela instauração, independentemente das protoformas, de um espaço determinado da divisão social (e técnica) do trabalho”. (p. 69)

Ø “A profissionalização do s. social não se relaciona decisivamente à ‘evolução da ajuda’, à racionalização da filantropia, nem a ‘organização da caridade’; vincula-se à dinâmica da ordem monopólica”. (p. 70)

Ø Percebemos veemente que, enquanto profissão o s. social é indissociável da ordem monopólica, é, portanto, mais uma criação sua, para manter inerte e neutra a ação das forças injustiçadas.

Ø “A partir daí está posto o mercado de trabalho para o assistente social: ele é investido como um dos agentes executores das políticas sociais”. (p. 71)

Ø  “O Serviço Social não desempenha funções produtivas, mas se insere nas atividades que se tornaram acolitas dos processos especificamente monopólicos da reprodução da acumulação e da valorização do capital”. (p. 72)

Ø  “De uma parte, a natureza interventiva que é própria do serviço social se revela na escala em que a implementação de políticas sociais implica a alteração prático-imediata de situações determinantes; de outra, é componente desta intervenção uma representação ideal que tanto orienta a ação alteradora quanto a situação em causa”. (p. 73)

Ø    “A base própria da sua profissionalidade, as políticas sociais – são constituídas como respostas tanto às exigências da ordem monopólica como ao protagonismo proletário”. (p. 75)

Ø O S. S. desenvolveu-se legitimamente como interveniente prático-empírico e organizador simbólico no âmbito das políticas sociais.

Ø “A institucionalidade sócio-política que lhe é própria não redunda imediatamente as exigências econômicas do dinamismo do capital monopolista, mas se produz como resultante do movimento das classes sociais e suas projeções”. (p. 76)

Ø “À medida que a sua profissionalização se afirma, os assistentes sociais tornam-se permeáveis a outros projetos sócio-políticos – especialmente na escala em que estes rebatem nas próprias políticas sociais”. (p. 77).


[1] Entrelaçar
[2] Aparição...

quarta-feira, 25 de setembro de 2019

27 Anos de Emancipação Política de Estrela de Alagoas/AL - 2019

Já está circulando o panfleto de divulgação em comemoração do 27º Aniversário de Emancipação Política de Estrela de Alagoas, cuja festa ocorrerá no próximo dia 05 de outubro, com as seguintes atrações musicais: Márcia Fellipe, Orlandinho Farra e Luiz Henrique.

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

HQs, Charges e Memes que circulam no Facebook: Mata, Desmata, Mamata...

Mais uma postagem sobre as principais charges difundidas especialmente no Facebook, desta vez abordando sobre temáticas como: a ignóbil pretensão de indicação do filho do presidente (Eduardo) a embaixada do Brasil nos EUA, o aumento do desmatamento e das queimadas na Amazônia, sem contar na desestruturação dos aparelhos de prevenção e combate ao desmatamento, além das trapalhadas típicas e endógenas ao atual governo (que tem se mostrado ineficaz, autoritário e incompetente). Resumindo: toda vez que o presidente fala, sai m****.

terça-feira, 10 de setembro de 2019

Instituto Ricardo Brennand - Recife/PE (algumas fotos)

“O InstitutoRicardo Brennand (IRB), também conhecido como Castelo de Brennand, é uma instituição cultural brasileira sem fins lucrativos localizada na cidade do Recife, capital do estado de Pernambuco. Foi eleito o melhor museu da América do Sul pelo site de viagens TripAdvisor”.
“O IRB possui a maior coleção mundial do pintor holandês Frans Post, primeiro paisagista das Américas e primeiro pintor da paisagem brasileira. Abriga ainda um dos maiores acervos de armas brancas do mundo, com mais de 3 mil peças, entre elas 27 armaduras medievais completas”.
“Fundado em 2001 pelo colecionador e empresário pernambucano Ricardo Brennand, o Instituto foi aberto ao público no mês de setembro de 2002 com a exposição Albert Eckhout volta ao Brasil, em evento de gala que contou com a presença do príncipe herdeiro da Dinamarca, Frederik. Em 2003, a então rainha da Holanda, Beatrix, esteve no Instituto para inaugurar a exposição Frans Post e o Brasil Holandês, até hoje aberta para visitação. O complexo é composto pelas seguintes edificações: Museu Castelo São João, Pinacoteca, Biblioteca, Auditório, Jardins das Esculturas, Galeria para exposições temporárias e eventos, Restaurante e Capela Nossa Senhora das Graças”.
“Na década de 1990, Ricardo decidiu investir o capital resultante da venda de parte de suas fábricas na criação de uma fundação cultural voltada à preservação e exposição de seu acervo. Ainda antes da inauguração do instituto, começou a adquirir obras de arte e objetos relacionados à história do Brasil, sobretudo aos anos de ocupação holandesa da região Nordeste. Em poucos anos, Ricardo passou a adquirir pinturas de Frans Post, além de paisagens e retratos seiscentistas, mapas, tapeçarias, moedas, documentos, livros raros e outros objetos referentes a essa temática”.
“Além das exposições permanentes e temporárias, o Instituto oferece visitas educativas, cursos de história da arte, programa educativo voltado aos alunos dos sistemas público e privado de ensino, programas de arte-educação para professores e atividades culturais em geral”[i].
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[i] Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Instituto_Ricardo_Brennand Acesso em set. 2019.

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