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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2022

UMA ANÁLISE CRÍTICA SOBRE NOTÍCIA DE JORNAL - 2009

Segundo reportagem publicada no Jornal Gazeta de Alagoas, sob a assinatura do repórter Davi Soares (2009), cuja titulação expressa que “Violência no Estado assusta Conselho”, o Estado de Alagoas apresenta índices alarmantes de violência e acrescentamos a estes, a ausência de políticas públicas capazes de enfrentá-la ou de minimizá-la. De acordo com a reportagem, tratava-se da primeira reunião realizada pela nova formação do Conselho Estadual de Segurança Pública, na ocasião os membros obtiveram informações repassadas pela Central de Estatísticas e Conhecimento.

E já era de se esperar que a nova formação desse conselho encontrasse uma série de problemas a enfrentar, pois, recentemente pesquisas mostraram que o Estado de Alagoas lidera o ranking daqueles que mais gastam com segurança pública, porém esse dispêndio de recursos, por si só não está solucionando os problemas, quiçá apaziguando; mais que isso, de acordo com estudiosos e pesquisadores - tais como sociólogos - a questão não reside no fato quantitativo do quanto se gasta, mas num ente qualitativo de como se gasta, como esses recursos estão sendo utilizados. Isto é, somente em ações de reparação de danos e atos de violência, na maioria das vezes, eclodidos; logo, as ações da justiça de Alagoas, especialmente no que diz respeito à segurança pública, estão voltadas diretamente contra os atos de violência e se esquecendo de trabalhar em articulação com outros setores, especialmente no âmbito de educação e de cultura, para formar cidadãos pacifistas e autônomos; reduzir as mazelas sociais, as desigualdades e distribuir bem a renda.

Os gestores alagoanos precisam usar esse montante de recursos não somente contra as ações já ocorridas e tidas como violentas e que atentam contra o bem estar social, será necessário, portanto, atuar preventivamente e de forma processual, educativa e criativa, principalmente na massa de crianças e adolescentes, levando em conta um procedimento contínuo de formação social e a médio/longo prazo.

Enquanto isso não acontece, informações importantes sobre os detalhes da violência e sobre a quantidade e a qualidade dos aparatos de contenção dessa violência, que estiveram disponíveis ao público e aos que se interessarem, por pouco tempo, através do portal do Conselho na internet, deixam de estar acessíveis e acabam sendo centralizadas, porque, de acordo com o Presidente do Colegiado[1] essas informações – que atestam a quantidade e a intensidade da violência no Estado de Alagoas, que se mostra impotente para desintegrá-la, poderiam “servir de informações sobre os números de armas e de contingente policial por delegacia ou guarnição militar, bem como da estatística detalhada sobre os horários e bairros onde mais ocorrem determinados crimes da capital” do Estado (SOARES, Gazeta de Alagoas, p. A5, 2009)[2].

Ou seja, o Estado de Alagoas se esconde atrás de seus aparatos, com medo dos bandidos, assustado pela violência que ele mesmo ajudou a criar e a manter.


ANEXO

  | MACEIÓ, SEXTA-FEIRA, 18 DE AGOSTO DE 2009 | 

 Violência no Estado assusta Conselho

Colegiado decide retirar arquivos com as informações em portal na internet para evitar que sejam usados pelo crime organizado

 

| DAVI SOARES - Repórter

Na primeira reunião da nova formação do Conselho Estadual de Segurança Pública, a Central de Estatísticas e Conhecimento do colegiado apresentou dados sobre o quadro de permanente caos na segurança pública de Alagoas aos integrantes do grupo. As informações chamaram a atenção pela gravidade dos detalhes apresentados sobre a violência no Estado e pela falta de estrutura do aparato oficial de segurança, ao ponto de os conselheiros decidirem retirar os arquivos com as informações públicas do portal do Conselho na internet, que estreou ontem seu novo projeto visual. A decisão foi tomada pelo presidente do colegiado, Delson Lyra, após o promotor Cyro Blatter ter alertado seus colegas para a possibilidade de que o crime organizado pudesse se servir de informações sobre os números de armas e de contingente policial por delegacia ou guarnição militar, bem como da estatística detalhada sobre os horários e bairros onde mais ocorrem determinados crimes na capital.

 

 REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

SOARES, Davi. Violência no Estado assusta conselho. Disponível em:

<http://gazetaweb.globo.com/v2/gazetadealagoas/texto_completo.php?cod=151555&ass=>

Acesso em: 28/08/2009.


[1] Delson Lyra; que fora orientado pelo Promotor Cyro Blatter.

[2] Na versão impressa, disponível a partir de: SOARES, Davi. Violência no Estado assusta conselho. Gazeta de Alagoas. Maceió, p. A5, 18 de ago. 2008, Ano LXXV, n°. 1359.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2022

SUNDOWN PARK - SALOÁ/PE

Olá pessoal, hoje trazendo para vocês algumas fotos e um vídeo que realizamos quando na visita ao Sundown Park, localizado no município de Saloá, Pernambuco.

Trata-se de um dos melhores parques aquáticos do Brasil, bem estruturado desde as suas instalações até a parte que corresponde as suas redes sociais, o que é muito importante hoje em dia.

Disponibiliza, com muita organização, espaço de estacionamento, bilheterias, vestiários, banheiros, ambulatório, restaurante, dentre outros. Além de trazer uma grande variedade de espaços aquáticos, desde as piscinas convencionais, piscinas infantis, também tem a piscina com ondas, os passeios de boia, a ilha dos piratas, diversos tobogãs e agregado também oferece o Reino dos Dinossauros.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022

Fichamento: Política Social: fundamentos e história, de Elaine Behring e Ivanete Boschetti

Imagem copiada: Editora Cortez

BEHRING, Elaine Rosseti; BOSCHETTI, Ivanete.  Política Social: fundamentos e história. São Paulo: Cortez, 2006. (Biblioteca Básica de Serviço Social; v. 2).


Capitalismo, Liberalismo e origem Política Social


Ø    As políticas sociais têm sua origem normalmente relacionada aos movimentos de massa social democrática, assim como o estabelecimento dos Estados-Nação (Europa) séc. XIX. Porém, no geral, sua origem está situada na passagem do Capitalismo concorrencial para o Monopolista.

 Ø    Ainda neste século algumas legislações geriam as relações de trabalho, porém suas funções eram de resignar o trabalhador, dentre suas funções citemos: estabelecer o imperativo do trabalho, obrigar o pobre a aceitar qualquer trabalho, regular a remuneração deste e proibir a mendicância de pobres válidos.

 Ø    Já a Nova Lei dos Pobres (1834) procurava liberar a mão-de-obra necessária à instituição da sociedade de mercado (já no contexto de Revolução Industrial).

 Ø    As ações assistenciais deste período tinham por objetivo central induzir os trabalhadores a se manterem por meio do trabalho e os auxílios cedidos eram fortemente restritivos e seletivos. Havia também a distinção entre pobres merecedores e pobres não-merecedores.

 Ø    Após isso veio a Lei de Speenhamland, que previa o pagamento de abono para desempregados ou empregados que recebessem abaixo da renda média. Foi abolida em 1834. O ponto positivo desta é que, dava ao trabalhador o direito de negociar seu preço de remuneração, isto representou o impedimento de um mercado de trabalho competitivo, naquela época.

 Ø    Sua exclusão marcou o predomínio do Capitalismo.

 Ø    Daí por diante o trabalho passou a receber um sentido de maior socialização e até de realização.

 Ø    Porém, no capitalismo, a força de trabalho passou a adquirir um duplo sentido, atreves do valor de uso e do valor de troca. Sendo que para o capitalismo o que importa é o valor de troca das mercadorias.

 Ø    Grande responsável pelas melhorias no mundo do trabalho, em favor dos operários, foi a luta por parte do proletariado.

 

 1.            Questão social e política social

Ø    A constituição das relações sociais capitalistas é que determinaram a emergência da questão social.

 Ø    “A política e a luta de classes são elementos internos à lei de valor e à compreensão da questão social”. (p. 53)

 Ø    O conceito ‘questão social’ está impregnado de luta de classes, sem o que se pode recair em situações tipicamente corriqueiras de abordagens insatisfatórias da realidade.

 Ø    A partir da segunda metade do século XIX é acirrada a luta entre burgueses e proletários, sendo que os burgueses têm a vantagem de contarem com o apoio do estado.

 Ø    Segundo Marx e Engels, o Estado seria o comitê da classe burguesa, pois mesmo com certa autonomia está sempre a serviço do monopólio capitalista. E assim ele regulamentava as leis em prol dos burgueses e para a repressão dos proletários.

 Ø    As primeiras expressões da questão social são, portanto, a luta em torno da jornada de trabalho e as respostas das classes e do Estado.

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