Neste mês de julho de 2012 fazem exatamente 3 anos e uns poucos dias que o então Presidente Lula visitou nossa cidade: Palmeira dos Índios, em Alagoas. A visita ocorreu exatamente no início de julho de 2009. Na ocasião ele inaugurou - principalmente - a oferta de água limpa e abundante para a população desta centenária cidade, através da injeção de recursos do PAC, neste município, neste Estado. É vergonhoso dizer mas, 3 anos depois, ainda há falta de água nas torneiras de centenas de famílias palmeirenses e noutras tantas situações a água que chega é de cor café, imprópria para o consumo humano e até animal.
Abaixo a pretensão de uma crônica, escrita a partir da nossa experiência naquele dia, diria, histórico.
Um dia antes da visita do Presidente Lula na cidade de Palmeira dos Índios/AL, as aves já perceberam coisa estranha no ar: é que os helicópteros já faziam tantos passeios nos céus desta histórica cidade, que despertava a atenção de muito ser vivo; mais que os passarinhos, os humanos, meio que de forma impensada já se preparavam para receber o Presidente da República Federativa do Brasil - Luiz Inácio Lula da Silva, o homem operário, nordestino e de classe baixa que ocupava o maior cargo político do Brasil, na ocasião: simplesmente LULA.
E na manhã do dia seguinte, enquanto pessoas trabalhavam no campo, enquanto o comércio fechava parcialmente suas lojas, enquanto o poder público municipal decretava ponto facultativo etc. os helicópteros passeavam ainda mais nos céus de Palmeira dos Índios, num vai e vem frenético e ensurdecedor. Chuvas mansas ocorriam de vez em quando, deixando a cidade com ar europeu; que pretensão!A cidade vivia, portanto, um momento histórico, e muitos, desde os mais humildes e alheios a política até os que julgavam-se mais elitizados e politizados rumavam no sentido de chegar até ao Estádio Juca Sampaio, para reverenciar e ouvir Lula. O esquema de segurança tão reforçado e agigantado mostrava que o Estado pode sim garantir segurança e coibir a violência, protegendo a população, se assim o quiser.
Ao redor do estádio, pela parte externa, uma fila de pessoas literalmente abraçava as estruturas daquela construção. E as pessoas conversavam coisas sem sentido e coisas com algum fundamento. Uma mulher lamentava não tê-lo visto anteriormente, quando ele saiu do helicóptero e foi, de carro, até o estádio. Um jovem perguntava a outra mulher: - você é mesmo fã do Presidente, não é? E ela respondia, ao olhar para a imensidão da fila, que se estendia atrás dela e para frente de si: - desse jeito, nem sei mais o que sou!
E entramos um a um, quando
já havia começado a fala de algumas autoridades locais e regionais, inclusive
do Prefeito da cidade, que falou enquanto nós ainda estávamos no
lado externo. Mas pouco importava, pois ninguém foi para vê-lo ou ouvi-lo, nem
a ele nem aos outros, mas somente ao Presidente Lula. E o Presidente fez valer a pena: a
correria, a espera na fila e o rompimento do corpo de pessoas que já dentro se
encontravam, tudo somente para chegar o mais perto possível, para vê-lo melhor e
apreender com mais vida suas considerações e gestos.
E ele foi categórico e
sábio, perspicaz e político quando tratou de temas como: inclusão de
deficientes; importância do Bolsa Família para os pobres; a entrega de obras e
investimentos que o país vem fazendo nos últimos anos; sobre uma nova forma de
governar, sem dar ênfase a Partidos, mas sim ao desenvolvimento; quando fez
comparações entre Nordeste e Sul/Sudeste, sem desmerecimento de nenhuma das
partes. Fatídico foi quando agradeceu ao Estado de São Paulo, sua
profissionalização e aquisição de consciência política, nesse mesmo âmbito,
chamou a atenção para a importância da participação, enfatizando que o povo não
deve ficar dentro de casa a esperar as coisas acontecerem, mas deve ir atrás,
lutar e buscar a melhoria do coletivo, esta era a importância de participar.
Ao contrário da então Ministra-chefe da Casa Civil que errou o nome da cidade, por pelo menos três vezes (a chamando de Palmeira das Missões, que por sinal fica no Rio Grande do Sul), o Presidente Lula não errou; mas invocou uma brincadeira que, segundo ele, fora explicitada pelo Governador de Alagoas, quando sobrevoavam a cidade: que Palmeira dos Índios era a Suíça do Brasil/ do Nordeste; mas ele foi mais realista que o Governador e disse: nem tanto Governador, nem tanto!
Presidente Lula em Palmeira dos Índios/AL - 2009. |
Presidente Lula em Palmeira dos Índios/AL - 2009. |
Até eu aproveitei para fotografar com a Ministra-chefe da Casa Civil e futura Presidenta do Brasil: Dilma Rousseff. Presidente Lula em Palmeira dos Índios/AL - 2009. |
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